Afinal de contas, o que é tendência em Design de Interiores? Ela serve para você?

Já aconteceu de você gostar de uma cor ou objeto e se perguntar se isto está na moda, se é atual, se faz parte do conjunto de tendências de decoração?

Pois é, este é um dilema para muitos! Tendência na decoração deixa muita gente confusa.

Primeiro, olhando para o que é tendência por definição, temos uma previsão que é feita com um conjunto de pesquisas de comportamento de diversos grupos de pessoas e em áreas diversas, para indicar os caminhos para a próxima estação, o próximo ano ou o próximo período.

Há um numero imenso de institutos mundo afora que passam o tempo todo tabulando dados e observando o “astral” ou o “mood” para compilar tudo resumindo em tendências de estilo e anunciar o conjunto que regerá o próximo ano ou período.

Um ótimo exemplo é a cor do ano anunciada pela Pantone, qual será o must-have para a temporada que irá influenciar desde a moda ao universo do design e decoração.

A tendência nunca é única, pois temos muitas vertentes a serem consideradas, como as pessoas que gostam de natureza, os mais urbanos, enfim a busca é para cada grupo ser atualizado e representado pelo conjunto de estilo/cor/mood/acessórios, resultando em uma personalidade atualizada.

Tudo parece ótimo, a indústria de móveis, a têxtil, pigmentos, iluminação entre tantos outros precisa de uma indicação, um norte ou uma direção segura para conduzir a sua produção e esse conjunto de dados que foi tabulado serve exatamente para isso.

Os catálogos, mostras, vitrines serão recheados deste conteúdo que foi compilado e resumido.

Certo! Porém sabemos que somos seres únicos em nossos traços, personalidades, exigências, hábitos e gostos. Onde nós indivíduos, nos encontramos neste mar de informação da tendência global?

Simples! A tendência pode ser um indicativo e poderá ser utilizada ou não. Seria mais ou menos como pegar o que se gosta em uma cesta repleta de opções.

Além disto, como tendência pretende ser um exercício de futurologia, acaba criando e materializando seus cenários, pois vem para nós como algo material e palpável.

No universo pessoal, há quem adora estar cercado de objetos por todos os lados, repleto de informação visual, imagine aquela sala onde das paredes ao piso tem estampas, cores, objetos por todos os lados.

Outras adoram o mínimo, quanto menos, melhor, daí vem o nome do movimento estilístico, minimalismo.

Vamos fazer a reflexão, se somos únicos em nossas características, um conjunto de tendências não consegue nos definir.

Pode ser que haja tendência e atualidade no nosso morar, aqui ou ali, na escolha de peças que fizemos, mas isso não deve ser uma regra que aprisiona, pois tendência é um conjunto para nos orientar, ela está lá para ser um indicativo, uma sugestão, um apontamento do que está por vir e usaremos se quisermos e o que quisermos.

O que entrará no seu cantinho sagrado, seu lar, dependerá da sua opção que pode estar mediada ou orientada por um profissional, mas deve estar passando pelo sua escolha, há uma necessidade de que as coisas que você tem na sua casa te agradem e promovam seu bem estar, o resultado é felicidade.

Você estará incluindo a sí mesmo no contexto, garantido um estilo personalizado. Não hesite em pedir ajuda na intervenção ou projeto, pois pode ser eclético, rustico, minimalista, ou qualquer outro estilo, porém deve fazer sentido e tudo se harmonizar no resultado final.

Quero citar a designer de Interiores Londrina, Ilse Crawford sobre o trabalho profissional dos designers e profissionais de decoração, aliás, um ótimo conselho: “Rejeitar estilo ou tendência e construir conscientemente de maneira atemporal e fora do modismo, garante que nosso trabalho continue relevante”.

Para finalizar e complementar esse pensamento, eu diria: Se fazemos nossa casa acompanhar nossa individualidade, teremos prazer em conviver, estaremos sendo autênticos e estaremos, mesmo seguindo detalhes de tendência aqui ou ali, celebrando o nosso estilo sendo atemporal, dando prazer também a quem visita a sua casa, talvez recebendo muitos elogios!

Quero lembrar também do artigo que escrevi falando sobre Tendência, Disrupção e Co-living neste Blog que de muitos modos pertence a esse universo de tendência no design de interiores.

Maitê Orsi

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