Cores calmantes: você pode diminuir ansiedade e nervosismo com elas

Em momentos de incerteza como este, as cores também são um ótimo recurso para te ajudar a manter o equilíbrio. Saiba como usá-las ao seu favor

Escolhi as amostras de cores calmantes em exemplos que vem da natureza. Não conseguimos negar a calma que nos trás olharmos para a água nestes tons turquesa, flores em tons violáceos, o verde em um gramado ou na paisagem e por fim um lindo e intenso céu azul.

A cor é uma linguagem que não encontra barreira para chegar diretamente nas nossas emoções. Assim que as vemos, imediatamente este processo de comunicação se inicia e nos sensibiliza de algum modo, nos transmitindo calma, agitação, energia, introspecção ou tantas outras emoções. Essas emoções originárias das cores geram reações promovidas no nosso interior que podem ser benéficas ou não. 

Estamos em um período difícil pelo isolamento, além das dificuldades e dúvidas em relação ao Covid19 e todas as suas incertezas. Por isto, temos que tirar proveito de tudo que estiver ao nosso alcance para melhorar a nossa rotina e termos sensação de bem-estar e qualidade de vida, além de reduzir o nervosismo e ansiedade de modo natural. Tudo isso pode ser atingido pelo meio dos nossos sentidos.

ENTENDA A INFLUÊNCIA DAS CORES

Através da visualização de uma cor, por exemplo, podemos nos acalmar e diminuir o nervosismo, a ansiedade, além de incrementar bom ânimo. Somente temos que escolher as cores certas para tal finalidade.

As cores claras, com pouca saturação ou, digamos, cores em que o pigmento colorido foi diluído em bastante branco, resultando em uma cor suave, já podem ser consideradas cores que têm este efeito soft em nosso sistema nervoso. Diferentemente de cores fortes e intensas, que nos sensibilizam de modo mais enfático e energético.

Podemos falar sobre cores que transmitem a ideia de segurança também. Nem todas elas são cores claras, como por exemplo a cor apontada pela Pantone para 2020, o Classic Blue. Trata-se de um azul intenso, porém clássico  e que passa a ideia de estabilidade. Em geral, mais intensidade de pigmento resulta em cores mais fortes e para terem este efeito calmante, deverão ser cores da paleta fria, ou seja o azul, violeta e verde.

Um outro exemplo de cor muito calmante, que chega a provocar diminuição no ritmo cardíaco e queda na pressão arterial é o Turquesa. É aquela cor que fica entre o azul e o verde. 

CROMOTERAPIA, A APLICAÇÃO TERAPÊUTICA DAS CORES

Há um ramo da ciência que estuda os efeitos da cor sobre nosso corpo e mente, de modo terapêutico: a Cromoterapia. É um segmento da ciência antiga que remonta aos tempos do antigo Egito, especialmente da cultura védica na India. 

Atualmente é uma prática terapêutica alternativa para tratar males físicos e emocionais, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde desde 1976.

Este estudo nos conduz ao uso apropriado da cor, onde cada uma delas terá um resultado sobre o corpo e mente, tratando-nos para recuperamos a homeostase, ou estado de equilíbrio.

Além da cromoterapia, temos o estudo de psicodinâmica das cores – já parte dos estudos da psicologia – que estuda o efeito da cor em nós.

RELAXAMENTO, Desconforto?

O QUE VOCÊ SENTE COM AS CORES?

Dentro destes contextos, a cor, quando bem usada, é uma aliada. Porém, quando mal aplicada, pode trazer transtorno na rotina, no bem-estar e na nossa saúde, deixando-nos mais nervosos e agitados.

Imagine uma cor que você não gosta, que somente de ver já causa irritação, ai um dia você chega em casa e seu quarto está todo nesta cor. Claro, isso será como um pesadelo e, de repente, você está imerso em sua cor detestada. Imagine a sensação de desconforto! 

A sensação de mal estar dominando cria uma cascata bioquímica que começa e irá provocar desconforto real, um verdadeiro pesadelo. O inverso também é verdadeiro se você usar as cores que te dão bem-estar. A sensação será uma cascata de boa bioquímica, de calma e tranquilidade, um verdadeiro sonho.

Na semiótica, que é a teoria geral das representações, que analisa os signos/símbolos sob todas as formas. A linguagem verbal ou não verbal, ou algo que tem o seu significado externo, no plano da realidade e também no campo do que cada um percebe interiormente e do que representa para cada um, como aquilo é visto. Podemos incluí-la neste nosso tour pelos estudos da cor para o correto embasamento e compreensão de todo o seu papel na nossa rotina.

A cor, pode ser interpretada no seu significado universal, ou em seu consenso geral. 

Já no âmbito pessoal, as cores são interpretadas de acordo com a realidade individual. Isto dependerá do contexto cultural, familiar e social para receber significado ou como funciona ao ser vista, no âmbito emocional da análise psicodinâmica (“conjunto de fatores de natureza mental e emocional que motivam o comportamento humano, especialmente os que aparecem como reação inconsciente aos estímulos ambientais”) e exatamente do mesmo modo, ela pode significar algo no contexto universal ou como é vista pela maioria e no contexto pessoal.

SIGNIFICADOS UNIVERSAIS E PARTICULARES DAS CORES

Como exemplo prático, tomemos a cor rosa.  

A cor rosa, que representa universalmente brandura, é também símbolo de amor fraterno ou maternal. Porém, uma criança que teve uma experiência traumática com esta cor no passado, não irá reagir conforme o significado universal de amor e brandura, e sim de acordo com um significado pessoal, de medo ou aversão. O episódio traumático deixou uma memória negativa e ela reagirá com aversão a esta cor.

Então, se quisermos estudar a cor sob vários ângulos, temos muitas ferramentas conforme falamos acima, porém o que fica inegavelmente colocado é o poder que elas têm de nos colocar em estado emocional e sentimental específico com muita facilidade. 

Gostaria de citar um trecho de artigo publicado que traz mais evidência ao tema:

“Pesquisas recentes do grupo descobriram um pequeno efeito da luz colorida na freqüência cardíaca e na pressão sanguínea: a luz vermelha parece aumentar a freqüência cardíaca, enquanto a luz azul a reduz. O efeito é pequeno, mas foi confirmado em um artigo de 2015 por um grupo na Austrália.” Este é  parte da publicação norte-americana The Conversation e também publicada no site www.sciencealert.com. Esta pesquisa citada norteou mudança na cor da plataforma de trem do aeroporto Gatwick em Londres U.K.. O uso da cor para o azul reduziu em 74% o numero de suicídios que eram praticados neste local. Veja o poder da cor ai comprovado na diminuição de fatores de stress.

Será muito útil um olhar rigoroso para a cor dos ambientes, especialmente nestes tempos de mudanças de rotina a que fomos colocados nesta quarentena. 

E fazermos um manejo positivo de cores nos ambientes para nos beneficiar, será algo muito positivo no aumento de qualidade de vida e diminuição do stress.

E para nós tirarmos este proveito positivo e termos mais calma, tranquilidade baixar a ansiedade devemos usar as cores frias, nos matizes mais claros como é o caso do turquesa, do azul e do lilás. Com certeza ficaremos mais serenos e isso ajudará significativamente no nosso bem estar e qualidade de vida.

Espero que tenha gostado e que deixe seu comentário ou dúvida, que terei prazer em responder.

Beijos

Maitê Orsi 


Com o isolamento, finalmente percebemos que estávamos “fora da casinha”

Saiba porque a quebra do cotidiano é tão impactante e como ajustar melhor a sua rotina para voltar para a casinha!

A nossa reação inicial foi de temor, afinal tudo aconteceu tão de repente, o mundo ficou de cabeça para baixo.

A pergunta era: mas o que está realmente está acontecendo, afinal estávamos em um bombardeio de notícias entre verdades e fake-news, além disto havia um vírus ameaçador e desconhecido, que felizmente já sabemos um pouquinho mais no dia de hoje.

De repente entramos em isolamento social, não podemos mais ter o contato do abraço, reuniões e confraternizações, obrigatoriamente usar máscara, ter cuidado com superfícies em casa e evidentemente nos locais que precisamos ir,  pois materiais como aço, plástico, papelão mantém o vírus ativo por algum tempo, cuidado com o ar estar fresco e o ambiente ventilado.

Fomos observando o nível de desconexão em que estávamos vivendo, conforme fomos entrando na rotina da quarentena. Inicialmente, tudo foi estranho e novo, ao passarem-se os dias, alguns entraram em parafuso, o tédio chegou para ficar, o isolamento doendo, tendo que fazer adaptações radicais na rotina.

Isto tudo nos coloca em questionamento nos níveis pessoal, familiar, digital, distanciamento das nossas raizes como um ser biológico e do nosso meio que é a natureza. Também houve estranhamento com a nossa casa, que deveria ser o amado e celebrado templo do nosso templo (nosso corpo). A enorme desconexão com a nossa natureza, tudo isso começou a ser visto em perspectiva e a necessidade de mudança se mostrando premente, verdadeiramente para ontem.

Se formos listar todos os itens que questionamos de modo integral, será difícil dizer como estávamos longe de nós mesmos, do nosso interior, do afeto, vivendo no passado remoendo mágoas e no futuro, assaltados por ansiedade e incerteza.

Todos em uma só voz reclamávamos de tempo escasso, desejo de fazer algo fora da rotina absorvente do dia-a-dia, como se houvesse um modo automático nos dominando.

Antes de falarmos como tudo isto se desenvolveu, vamos falar sobre “estar fora da casinha”, a expressão refere-se a embriaguez, estar em descontrole, quando se está fora de si. 

Ou seja estar na casinha é então sinônimo de estar em pleno controle de si mesmo e em um estado de confiança.

Como a tal casinha entrou na estória?

Simples, nós temos várias casas:

1-A primeira casa é o nosso querido planeta, este que nos acolhe e provê de todo material que precisamos, o ar que respiramos, a água, o alimento, o material para nossas realizações. Afinal somos constituídos pela matéria proveniente do nosso planeta e das estrelas, assim como necessitamos de nutrição através de seus minerais, micro-organismos como nossa microbiota intestinal, e todos os que interagem em todos os processos de transformação da matéria. A microbiota intestinal é responsável por grande parte da nossa saúde, integridade do nosso sistema imunológico e além dela a inter-relação entre nós, plantas e animais. Isto é muito bem explicado, pesquisado cientificamente com muitas evidências.

2-A Nossa Casa, ou o templo do nosso templo, que pode ter sido encarada ou vista no passado recente, como um lugar que vamos para tomar refeição, dormir, tomar banho. Algo como usar pois esta lá para isto, mas ela representa muito além disto. Quando usamos a palavra templo, referimo-nos a um lugar sagrado, cuja importância em nossa vida é capital. A nossa casa interage conosco o tempo todo.

3-Nosso corpo, que abriga a nossa vida, nossa consciência e a nossa alma. Nosso templo, veste sagrada que mantém a centelha da vida. Aos quais temos que cuidar no dia-a-dia, com rigor e amor para que ele se mantenha saudável e bem por toda a nossa existência material. 

Ele abriga também as nossas relações com nossos iguais e nossos entes queridos em nossos sentimentos e emoções.

Temos ai as nossas três  moradas para serem cuidadas com atenção e amor, valorizando assim a vida e seu desenvolvimento em pleno potencial.

Vamos repensar as nossas relações como um todo

Nós e a natureza, nós e os animais, nós e a nossa casa, mas também conosco mesmos, e ainda a mudança continua e como será a nossa adaptação a ela.

Indo aos detalhes:

Nós e a natureza:

Como escrevi largamente nos artigos Casa Saudável (parte 1 a 9), a nossa relação com a natureza é muito importante para nossa harmonização e para a nossa saúde, mas ultimamente não olhávamos tanto para isto, estávamos tão ocupados com nossos problemas, mundo digital, correria que tudo isso passava paralelamente na rotina, quase como um cenário que sabíamos estar lá mas sem nos provocar nenhuma reação.

Reestabelecer os vínculos com a natureza nos equilibra, melhora nossa saúde mental e física. Coisas simples como observar as mudanças de estação, de estados do dia, como dia ensolarado ou chuvoso, as belezas de mudança da cor da luz diurna, um belo céu noturno, tudo isso nutre nosso corpo, mente e espírito de modo muito significativo.

Isto tudo já foi descrito em textos multimilenares, como os Vedas, no Vastu Shastra que é um conhecimento de harmonização da casa e do espaço cujo conhecimento derivado foi o Feng-Shui, tudo isso já estava descrito há milênios, hoje a ciência já comprova sua efetividade em muitas de suas afirmações e as torna atualíssimas.

Vejamos cada item desta relação:

Plantas

Elas refrescam, purificam o ar, trazem vida para dentro dos ambientes. Nos fazem bem aos olhos pois reconhecemos nelas a natureza, sua harmonia e equilíbrio nos nutrem os sentidos, trazem calma para dentro de casa. No jardim ou no vaso elas nos brindam com folhas novas, flores ou frutos e enriquecem nosso dia-a-dia, como presentes divinos.

A harmonia de seu fluxo de energia, harmoniza o nosso fluxo de energia vital.

Calma! Se não tiver nada disto, uma bela foto de natureza na parede, ou mesmo assistir sobre ela com suas belas paisagens tem um efeito muito calmante e re-equilibrador.

Ar puro

O ar é nosso primeiro nutrimento, aquele que mantém a nossa vida física, por isto faz tanto sentido em cuidar para termos ar puro e fresco para respirar. Os nossos pulmões tem uma anatomia alveolar, pronta para as trocas gasosas no seu interior. E para manter nossa saúde e bem- estar, porém precisamos cuidar conscientemente da qualidade do ar, não ficando em ambientes fechados sem troca de ar com o exterior. Também manter nossos aparelhos de ar condicionado com seus filtros limpos, termos cuidado com a emanação de produtos voláteis tóxicos como produtos de limpeza e verificar os produtos que são usados em materiais de construção e acabamento em nossos lares pois eles podem emanar substancias como aldeídos por muito tempo que sao comprovadamente tóxicos para nosso organismo.

O sol, nossa estrela, calibra os ritmos do planeta e os nossos.

O Sol

Tem o poder de nos colocar no ciclo, este é o ciclo circadiano, dos quais dependemos para ter saúde. Através do período luminoso (dia) e do período noturno, temos um ajuste de nossos hormônios, que comandam nosso bem-estar. Estes são prioritariamente o Cortisol, repare que ele tem sol na seu nome e a Melatonina que modula nosso descanso.

Todos sabemos da importância do equilíbrio destes dois protagonistas no nosso eixo hormonal que comandam nosso sono ou o estado desperto. Se houver muito cortisol, ficaremos fatigados mesmo de dia e se não houver melatonina, nosso sono não ocorre, pois é ela que cria o relaxamento e sabemos que um sono de qualidade nos mantém saudáveis.

Além da melatonina e cortisol, dentre tantos hormônios importantes, temos a vitamina D, que pela sua importância é considerada como pro-hormônio e que pode ser capitalizada através da nossa exposição ao sol, aos raios UV ou ultra violeta, diariamente em até em 20 minutos, isto já fará com que possamos preparar e assimilar esta poderosa substância que pode incrementar muito nossa saúde física e mental.

Gostaria de lembrar que o UV ( Ultra-violeta) não atravessa o vidro e precisamos do UV diretamente na pele, ao ar livre ou com a janela totalmente aberta, pois ele alem de ser fundamental na síntese de vitamina D, é um poderoso bactericida e como ao passar pelo vidro ele é barrado, se exponha diretamente.

Água 

Água é o fluido universal, para nossa composição corporal, funcionamento cerebral é da maior importância, é a substância que limpa e desintoxica o corpo. Assim, estarmos bem hidratados é mandatório para nosso bem-estar e saúde e também contempla-la em um lago, uma piscina,  de algum modo na natureza,  tem um efeito reconectador,  que nos traz muito bem.

Em casa ter vasos de vidro que mostrem sua limpidez enquanto ela hidrata folhas e flores traz um símbolo que nos nutre a mente e provoca bem estar.

Pés no chão ou grounding

Este contato com o planeta de modo direto, sem sapatos,  nos promove uma troca de elétrons muito benéfica, muito equilibradora e deve ser feito com os pés totalmente descalços na grama, na terra ou areia. Experimente!

Estética da casa

Lembrar de que devemos ter elementos que nos remetam a natureza, que nos ofereçam suas formas orgânicas e sua beleza, como já foi dito, através de plantas, materiais naturais, boa entrada de luz natural. E é claro, também boa iluminação artificial que possa garantir nosso bom funcionamento sem ficarmos estimulados em excesso na parte da noite pois o sono é fundamental para nosso bem-estar e saúde. São cuidados para não atrapalhar o equilíbrio de liberação hormonal (ciclos de melatonina) que trarão o repouso e relaxamento, consequentemente o sono bom e reparador.

Quando bem trabalhada e harmonizada a casa torna-se um templo de paz para o nosso templo (corpo) e nos permite sermos mais felizes e criativos, pois o ambiente já está passando uma mensagem constante de diminuição do estresse, as energias harmoniosas são muito poderosas, sendo assim podemos fluir com mais propriedade e cultivar nosso progresso em bem-estar, saúde e nosso auto-conhecimento.

Elaborar o nosso relacionamento

Como nos relacionamos com o outro, é sempre uma perspectiva importante. O relacionamento para ser construtivo deve basear-se em uma interação construtiva e harmoniosa, amorosa e respeitosa. Moldar nossas ações na compreensão e interação mútua trarão efeitos valorosos de fortalecimento de laços afetivos, não precisamos lembrar o quanto isso melhora a nossa saúde e bem-estar.

Os pets nos demonstram amor incondicional, energizam o ambiente e trazem alegria.

Com os animais:

Acredito que não estamos sendo suficientemente responsáveis neste relacionamento, nós humanos teríamos que ter uma atitude mais amorosa e respeitosa com os nossos irmãozinhos menores. Tratar os animais de uma forma mais humana já se faz premente.

Respeito aos animais silvestres, isto é um fato para ser repensado, lembrando que o morcego e o pangolim estão aparentemente no principio desta pandemia. Eles não deveriam ser usados como alimento pois eles tem um microbioma e microbiota que não são permitidos para nossa natureza, nos expõe a vírus e a uma microbiologia que nosso organismo pode ter muita dificuldade de se  adaptar, como estamos observando com o Covid19.

Ainda temos que ressaltar o valor dos animais em nossa rotina, pois quem tem um Pet em casa sabe da alegria e energia que nos proporcionam, lembrando que esta relação traz alegria, aumenta nosso bem-estar e saúde e longevidade.

Nossa casa:

O templo do nosso templo, precisa receber mais atenção e nosso olhar de um modo a interagir para o nosso desenvolvimento como seres. E para isto a casa precisa receber nossa energia, atenção e elaboração, pois os beneficiados seremos nós mesmos.  Gostaria de citar aqui o artigo: A casa pós Covid19,  para leitura e entendimento de tendencias marcadas pela ocorrência desta pandemia que mudou a rotina em grande parte do mundo.

Um olhar para dentro de nos mesmos:

Finalmente agora, talvez tenhamos tempo para nós mesmos na nossa agenda, para praticar mindfulness ou vivenciar o momento presente e a meditação para nos auxiliar a transcendermos as barreiras físicas e termos uma compreensão mais extensa deste universo.

A nossa adaptação à mudança: 

Gostaria de citar aqui o I Ching, o conhecimento arquetípico, oracular  que nos afirma há mais de quatro milênios que:  

A única verdade é a mudança. 

Isto coloca em cheque a nossa ideia da imobilidade das situações, a ideia de segurança dada pela ignorância ou desconhecimento do movimento continuo da energia, da dinâmica do universo.

Devemos ver a mudança sem medo. E para realizar isso de modo prático, uma das maneiras mais eficazes é sem duvida o autoconhecimento, quanto mais conhecemos nosso universo interior mais percebemos que tudo ocorre de fato neste espaço do nosso ser. 

A meditação é uma ferramenta poderosa para nos centrar, termos fé e encontrar o Divino, da maneira (fé ou religião) que inicialmente cada um se identificar e empreender as próprias buscas em torno de conhecer mais e se aprofundar é um ótimo caminho.

O mindfulness é o exercício que nos coloca exatamente no aqui e no agora, isto já garante uma queda abrupta no medo e ansiedade.

Enfim, nos reencontrarmos com a natureza, com o nosso espaço interior, trazer a natureza e a harmonia para dentro de casa, iluminar nossa mente e coração com sabedoria e amor.

E regular nosso ritmo com os ritmos da natureza, com amor e gratidão.

Tudo isso vai nos colocar triunfalmente de volta para a casinha e de modo muito mais intenso e nela vamos reencontrar mais alegria, saúde e bem-estar, vale a pena tentar.

Porque quando nosso ser está centrado no momento presente, conectado à natureza, em seu ritmo gloriosamente sincronizado com os ritmos do nosso planeta, do sol, respirando profundamente ar puro, o sentimento de gratidão e contentamento nos invade. 

Importante dizer que não importa o que esteja ocorrendo fora da casinha, se estamos em crise ou em tempos de calmaria, agindo e nos sentindo centrados, reconectados, certamente estaremos com ótima saúda mental e física, na condição de poder elaborar nosso espaço e para desfrutar dele como em um diálogo amoroso. 

“Um dia nós fazemos a casa e depois la nos faz!”

Quero acrescentar que de posse destes conhecimentos aqui abordados e de como nos conectamos e como elaboramos a relação conosco e com o nosso espaço, tudo ficará mais rico e inteiro, inclusive nós mesmos.

E você o que acha sobre tudo isto? Deixe seu comentário ou pergunta que terei prazer em responder.

Um beijo 

Maitê Orsi