Você sabia que o estilo clássico pode retornar como tendência para 2020?

Porquê usamos e abusamos do estilo retrô em pleno século XXI? Hoje vivemos no futuro ou no passado?

Piso de mármore, moveis de estilo, lustre de cristal. A opulência e simetria combinadas.

No estilo de um ambiente, ou seja, como ele foi pensado, seja ele clássico, vintage ou retrô, ou outro, estamos falando de modos estilísticos gerados em tempos passados, ou seja ao adentramos um ambiente em estilo conforme citado, voltamos instantaneamente ao passado ou na sua época de criação, isto ocorre como em uma viagem no tempo. 

Uma pergunta verdadeiramente intrigante é porque hoje, em pleno século XXI, voltamos nosso olhar para o clássico, ou para o passado e este estilo é novamente tendência?

Vamos analisar e questionar porque, entender e observar este comportamento num gostoso exercício de análise. 

Vamos entender porque todas as vezes que ansiamos pela tradição, há um contexto de incerteza e forte sensação momentos de turbulência e isto motiva a busca por referências que tragam segurança.

Conhecendo melhor o estilo clássico:

O período clássico refere-se ao século IV e V a.c., marcado pelas colunas e volutas, molduras e arremates características da Grécia antiga.

Linhas clássicas são simétricas, (equilíbrio geométrico na composição de peças, geralmente deixando um lado igual ao outro) remetem à sofisticação, trazem a sua herança antiga greco-romana e que ao longo do tempo foi enriquecida pelas decorações inglesas e francesas, e que foram renovando e incorporando outros detalhes ao estilo que hoje chamamos de clássico. 

Muitos lustres de cristal, móveis imponentes, mármore no piso, cortinas longas em veludo ou brocado, prataria e cristais, abajures e flores pelo ambiente, assim se apresenta o ambiente clássico. Há sempre um clima de sofisticação festiva marcante, além da opulência e riqueza que deseja expressar visualmente.

O Vintage e o Retrô 

Já o estilo a que chamamos vintage, consagra o século XX como sua grande referência, com as revoluções que houveram no design de móveis, as peças como a poltronas do casal Charles e Ray Eames ou a poltrona Barcelona, tornaram-se ícones do design e de elegância e bom gosto. Peças autênticas ou seja feitas nas décadas de 20,30,40,50, ate os anos 90 são cultuadas como representação da época.

Hoje são chamadas de clássicos do design e muitos moveis ganharam este status.

Já o chamado estilo retrô, olha para o passado com admiração, usa os elementos dele como se fossem a sua bandeira de bom-gosto mas usa o estilo passado com peças produzidas hoje como cópias deste admirado passado.

Este passeio no tempo, do clássico, passando pelo século 20 nestes clássicos do design que  também acabaram sendo considerados atemporais, ou seja aquilo que não sai de moda, que cabem na definição de um clássico.

Seria uma hesitação em relação ao futuro?

Enfim, estamos em pleno século XXI mas me parece que olhando para o futuro com hesitação. Só lembrando que nas décadas passadas falávamos nesta década que estamos de modo a que materializasse nossas expectativas sobre o futuro idealizado.

Realmente hoje a tecnologia nos traz inovações em todos os aspectos, tornando os materiais mais práticos e versáteis, ela está presente em tudo de simples dispositivos como nossos fones de ouvido até RA ou realidade aumentada ou IA ou inteligência artificial, empresta um design avançado e inovador. 

Até em um estilo clássico ou retrô, que trazem uma estética de antiguidade, a tecnologia estará embarcada nos dias de hoje, com a exceção de peças originais e autenticas antiguidades.

Porém a estética do antigo hoje, fala muito de nossos sentimentos e emoções mas sobretudo de medo ou incerteza e é este o ponto que queremos entender. Claramente a escolha pelo estilo do passado, opulento, requintado será uma busca pela segurança aparente, um refúgio para tempos de incerteza?

Vamos falar mais em detalhes sobre isto que parece ser a peça chave deste questionamento.

No design de interiores se busca No geral, uma série de qualidades para dar ao espaço todos os recursos esperados e hoje as pessoas esperam ter conforto, buscam uma elegância atemporal, não especificamente a do clássico, pois as tendências do momento, ou do ano, são fugazes e talvez uma linguagem contemporânea não expressará a segurança almejada.

Há uma opção de estilo que não seja o clássico?

Com toda a certeza, sim! 

Aliás há uma infinidade de estilos, alem de uma leitura própria e mais atualizada do próprio clássico.

Começamos a analisar pelo fato de que hoje temos um telefone celular que tem uma capacidade de processamento, que há 10 anos seria inimaginável, também sistemas de controle e automação (domótica) para controle de iluminação, som e imagem, persianas, eletrodomésticos conectados a internet das coisas, bem como tecnologia fotovoltaica para gerarmos nossa própria energia e uma infinidade de itens tecnológicos que sonhávamos há poucos anos atrás.

Por outro lado temos que vestir esta tecnologia com um estilo A ser eleito.  O estilo clássico representou uma época, foi capaz de emoldurar um longo período no passado, representando simetria, equilíbrio, luxo.

Se o clássico representa tudo isso apontando para seu glorioso passado, o que ou qual estilo nos representa de fato nos dias atuais?

Mudança de Paradigmas no modo de viver/habitar

Estamos em um momento da história humana em que muitas coisas naturais e que havíamos esquecido, vem fazendo sentido, como cuidar mais de nós mesmos e sermos mais conscientes de nosso ser, físico, mental e espiritual. Valorizamos gradativamente a expressão de nosso sentimento e identidade, nossas emoções, conforto (este está e sempre esteve na pauta do ser humano), respeito o meio-ambiente, consumo responsável entre tantas ideias, conceitos e sobretudo já incorporamos a ideia de que sem saúde e qualidade de vida, ficamos longe de poder ter uma vida em alta performance.

Sendo assim algumas tendências estilísticas que não o estilo clássico também podem nos representar de maneira mais genuína e coerente com os nossos tempos atuais, talvez muito melhor que o clássico e de modo mais atualizado, faria muito mais sentido não sermos tão anacrônicos ou deslocados no tempo.

Então como resolveremos o dilema de usar um estilo como há séculos atrás em aparência mas portando tecnologias do século XXI?

A escolha do estilo clássico reflete sobretudo um olhar nostálgico e uma busca por segurança de tempos que já se foram e que representavam o melhor para aquela época em que estavam sendo  a tendência.

Talvez o nosso olhar mais confiante no futuro, sem nos sentirmos como estando em tempos tão  turbulentos, mesmo que estejamos, seja a solução para uma renovação maior, visto que a aparente calma passada pelo período clássico em sua época de apogeu na antiguidade é amplamente ilusória pois foi um período marcado por enormes mudanças e sendo assim, reconheçamos que a calma e a paz do nosso espaço depende mais de uma atitude de nós mesmos. E do nosso estado emocional permeando as nossas coisas preferidas do que um estilo em particular.

Um estilo que nos represente hoje, nos atualizaria e nos colocaria no aqui e agora, quase um mindfulness  (técnica para experimentar mentalmente o momento presente) só que no âmbito estético, porém aprofundando a nossa experiência cotidiana com níveis maiores de qualidade de vida, trazendo elementos que a cidade nos sequestra, que são boas doses de natureza, ar puro, materiais com ótimos níveis de biossegurança, livres de COV’s como disse na série de artigos Casa Saudável e também que possa falar muito de perto em nosso coração para aumentar o nosso amor e ligação com o nosso espaço.

Mix and match sensations, talvez possamos dar esse o nome.

Um mix and match ou seja uma junção, mistura de elementos diversos que possam representar as nossas próprias posições e preferências neste período, no âmbito pessoal ou familiar. Cunhei esse termo para tentar expressar algo que estamos em busca por entre as rachaduras do estabelecido.

Algo que possa transmitir um pouco da nossa crença e convicção atual, com os olhos no bem estar e conforto, visto que a casa deve ser promotora de bem-estar e saúde também, para isso a adoção de materiais, sistemas tecnológicos, signos e símbolos, cores,  tem que ser escolhidos a dedo.

Estamos em meio a muito conhecimento nos dias de hoje e ele deve ser aplicado e refletido no nosso dia a dia para nosso bem-estar, nos oferecendo o que há de melhor em experiência de uso e convivência.

Devemos reconhecer o quão ativo, repercussivo é o papel do ambiente em nossas vidas e como este é capaz de produzir uma infinidade de efeitos para nosso bem ou mal estar, reconsiderando a definição de habitar, para tornar nossa experiência mais plena e qualificada.

A responsabilidade de projetar com excelência encerra esta definição que foi comentada em parte e acrescenta mais elementos importantes na confecção de um ótimo projeto, com toda a tecnologia disponível, para que o usuário possa experimentar de forma mais integral este espaço e obter muito mais nesta experiência de viver independente da escolha de um estilo propriamente dito.

E você, o que acha do estilo clássico? Ele te representa?

Qual é o seu estilo preferido?

Deixe seus comentários ou perguntas.

Beijos

Maitê Orsi

Qual será o lugar perfeito para acomodar a face? Se respondeu travesseiro ou almofada, acertou! Saiba todos os detalhes sobre esse acessório para usá-lo da melhor maneira.

Só de falar em almofada ja nos sentimos mais relaxados!

A palavra almofada vem do árabe e significa lugar para colocar a face.

Claro que ao pensar em acomodar nossa face pensamos em conforto, segurança, aconchego, textura macia. E veja como há um vínculo com a sensação de conforto que poderá ser desfrutada na acomodação ideal.

Este motivo já dá sentido à persistência deste acessório que acompanha sofás, poltronas e camas desde muito tempo na historia da nossa casa.

E são elas o objeto do nosso estudo aqui, em todos os detalhes para você entender mais e usá-las muito melhor.

Vamos desmontar a almofada em seus todos os seus detalhes:

  1. Contexto ou local de uso.
  2. Tipo de Uso ou função: Adornar, melhorar a ergonomia do móvel onde estão, descanso, e outros
  3. Proporção: Qual a proporção adequada e medidas para a almofada, considerando sempre onde irão ficar.
  4. Enchimento ou estofamento.
  5. Material e textura: Como devem ser confeccionadas e com que material.
  6. Manutenção e limpeza.
  7. Estilo
  8. Cor

Sabendo mais de cada item:

O contexto ou lugar onde ficarão

Contexto significa onde as almofadas ficarão, qual o móvel que irão fazer composição. Ou seja, as almofadas ficarão no sofá ou poltrona. Qual a cor do móvel, a cor das paredes, a cor predominante. As almofadas serão  então contrastantes as cores do ambiente ou tom sobre tom.

Como serão usadas:

Tipo de uso ou função que as almofadas desempenharão, uma delas será embelezar com certeza, mas desempenharão um papel de melhorar a postura ao nos sentarmos no sofá por exemplo ou ainda diminuirão a profundidade do assento para pessoas de estatura menor? Geralmente elas nos auxiliam muito no conforto e ajuste ergonômico ao sentar, pois cada inclinação em graus que deixamos as nossas costas ficarem, estaremos assumindo uma postura mais relaxada ou mais ereta. Ao sentar numa poltrona ou sofá em que o encosto do móvel encontra-se em 120 graus de inclinação por exemplo será muito mais relaxante do que sentimos aos exatos 90 graus. Isto depende da adaptação e preferência pessoal, por isso a almofada desempenha o papel de permitir um ajuste maior e mais personalizado.

As proporções:

A proporção da almofada depende das dimensões do móvel, pois aqui vale a regra de que deve haver equilíbrio entre as dimensões de ambos, almofadas muito pequenas se perdem em moveis grandes e vice-versa. A dimensão mais comum é 50cmx50cm para as quadradas e 50cmX30cm para as retangulares, mas ha muita variação neste item, como por exemplo 45cmX45cm, sem contar que podemos confeccionar em dimensão personalizada.

Estofamento:

Enchimento ou material de estofamento, temos um ótimo exemplo que é a microfibra de poliéster pois é um material robusto e durável, oferece maciez sem deformação e durabilidade. Pode ser de fonte reciclável, o que o deixa melhor ainda, pois respeita o meio ambiente ou é ecoamigável . O material de estofamento deve ser resiliente ou indeformável e hipoalergênicos ou não promover alergia , não deve ter odor e não deve fazer barulho pois há tipos de enchimento cuja composição heterogênea promovem estes resultados desagradáveis.  O material de estofamento deve ser livre de mofo e bactérias pois isso assegura o seu bem-estar e saúde e de toda a família.

O revestimento:

  1. O material de enchimento já foi abordado no item anterior, então falaremos agora do material de revestimento. Podemos usar uma variedade de tecidos, da sarja ao veludo, vamos ver cada um dos mais usados em particular:
  • “fake fur” ou pelo sintético- é um revestimento que acrescenta textura e da uma sensação de conforto pela volumetria do pelo, deve ser usado com cuidado para criar detalhe e não pesar.
  • Microfibra – também são ótimas para dar conforto e maciez, são de material sintético e acrescentam como as “fake fur” um clima de aquecimento.
  • Veludos – são um luxo e dão muita personalidade ao ambiente.
  • Percal – muito usado para quarto, é leve e fresco, tem ótima lavabilidade.
  • Sarjas – são encorpadas e resistentes, ótima lavabilidade, podem ser lavadas até na máquina.
  • Sedas – Sofisticadas e belas, de toque suave e fresco, são encontradas em muitas cores, são muito amistosas para a nossa pele e cabelo. Lembrando aqui que a qualidade de todos os materiais usados, desde o enchimento até o conjunto de revestimento e o acabamento e costura, são itens de muita importância para obter-se o resultado final de sucesso.

A limpeza:

Manutenção e limpeza – a ideia de a capa ou revestimento terem zíper para tirar do enchimento e lavar, acrescenta praticidade e facilidade de limpeza.

O estilo:

Estilo – as almofadas compõe bem desde o ambientes estilo clássico até o contemporâneo. São compositivas, podem acrescentar cor a um ambiente mais monocromático ou suavizar um ambiente que ja tem muita cor. Podem ser lisas, estampadas, geométricas, com botão, pingente, pedraria ou o detalhe que melhor compuser porém lembre-se que ao adornar muito, incrementa-se o visual e se perde no conforto. Sou fã das almofadas lisas ou com um “vivo” que dá arremate e charme. Agora você ja pode dar uma mudada no visual da casa por conta de um detalhe.

A cor:

  1. Cor – elas são ingredientes poderosos para dar toque final em grande estilo, podem ser cores frias ou quentes, neutras ou multicores. Esta escolha dependerá do que ja existe no ambiente ou do contexto. As cores tem regras de complementaridade, contraste, variações do mesmo tom, o famoso tom sobre tom. Aqui é necessário saber como harmonizar o novo com o existente.

São muitos detalhes para um pequeno item dentro do ambiente, mas vale muito a pena elaborar bem, pois o nosso espaço é o abrigo (casa) do nosso templo (corpo). E se queremos ter uma vida mais harmônica, saudável e feliz, vivendo o nosso máximo, cada detalhe conta e temos que cuidar de todos os aspectos que envolvem nosso templo e nossa casa com amor e com conhecimento.

Se assim mesmo está difícil para você vislumbrar soluções ou há mais coisas que deseja resolver realmente na sua casa ou escritório, chame-nos, estamos a disposição para agendar um horário presencial ou on-line.

E você curte um sofá com almofadas? Deixe seu comentário!

Beijos

Maitê