A Casa é  uma WEB? Conectividade e Casa Saudável, para quem busca viver em alta performance. Você vai se surpreender!

Primeiramente não somos de modo algum seres isolados, ou desconectados, aliás o que nos garantiu sucesso como espécie foi o grande poder de sociabilidade e a vida coletiva objetivando o resultado do grupo. Então a espécie humana chegou ate aqui graças a capacidade de interação e empatia.

Esta é a parte ou interface que nos torna mais humanos e que nos diferencia de outras espécie, inclusive da máquina.

Mas estar conectado a que e que tipo de Web é esta? Eis a questão.

Em primeiro lugar a conexão começa ou deveria começar em nos mesmos, temos que em um olhar interno nos conhecer ou procurar reconhecer o que nos move, em segundo lugar olhar para o que consumimos e buscar qualidade nos alimentos de verdade pois eles são os tijolinhos em razão dos nutrientes que carregam e que reconstroem nossas células. 

A atividade física que praticamos, o que comemos, como respiramos e como está a qualidade do ar, em resumo, tudo que pensamos e o que nos conecta ao nosso ambiente, analisando todo o conjunto que se interconecta em nos e conosco.

Aqui precisamos falar de todos os fatores externos, nosso ambiente, como as influencias chegam até nós e como nos modificam, entra em cena a Casa Saudável.

Então nosso foco direto neste artigo é a conexão entre nós e o nosso ambiente ou como habitamos nossos espaços e qual a taxa de sincronização aplicada, no movimento continuo de fazer o ambiente e depois o ambiente nos fazer.

Qual é a qualidade da sua conexão com seu ambiente?

Fala-se tanto em mundo conectado, Wi-Fi e 5G, roteadores,  repetidores de sinal, enfim tudo que pode nos aproximar de uma melhor e mais qualificada conectividade  no mundo digital.

Há um estreito paralelo em relação ao que conhecemos e como funciona o mundo digital e como isto pode nos ajudar a compreender nossa relação ou conectividade com nossos ambientes.

Como seriam estas nossas conexões importantes e valiosas com o ambiente para termos mais qualidade de vida e níveis ótimos de saúde?

Digamos que o “sinal” que captamos é energia, mas de que tipo?

A energia do sol, vale ser destacada pois sua luz tem o poder de equilibrar nosso organismo pois além dos nossos olhos e glândulas que tem o poder de captar a luz, temos também células captoras de luz, especialmente na palma das mãos e sola dos pés, são as chamadas lâminas lúcidas que são como as placas fotovoltaicas que captam a luz solar e transformam-na em energia para acender lâmpadas.

Veja que somente neste pequeno detalhe da nossa fisiologia visualizamos a importância de nos expormos a luz e estarmos harmonizados com a natureza, pois se temos captores, então eles cumprem uma função importante no nosso organismo.Por outro lado podemos estar saturados de energia eletromagnética do WI-Fi, ou Wireless-Fidelity que é uma tecnologia de comunicação sem uso de fios e cabos e sim pela transmissão de ondas. Vimos no artigo Casa Saudável [parte 3], Geopatia e eletromagnetismo, que a energia pode ser deletéria ou negativa para nosso organismo e também a importância da luz em Casa Saudável [parte 7] Iluminação e sua interferência em nosso ciclo circadiano.

Como seres vivo, somos sensíveis ao conjunto de informações ou inputs que vem do ambiente.

A Web das plantas, você sabia que ela existe?

Sim, as árvores e seres vegetais nas florestas são todos  interligados a uma WEB, chamada de micorriza, ou uma rede de fungos no solo, que faz uma “manutenção” nas necessidades de cada ente vegetal, dando a eles uma atividade própria e uma linguagem particular.

Há uma rica troca de informação que garante a preservação e continuidade daquele sistema.

Temos na Biofilia uma ótima compreensão para esta interação pois ela descreve a necessidade de conexão entre espécies, aqui vale lembrar que há uma variedade infinita, se olharmos os biomas que são as grandes comunidades de espécies, sua adaptação e estabilidade em determinado local. Veremos que há uma cadeia de interdependência e não só por este exemplo, podemos ainda citar a microbiota, que pertence ao universo dos micro-organismos e que são fundamentais para a manutenção da vida, inclusive da nossa.

E é com essa conexão  ou a nossa parte na natureza, que este é um capitulo que vale muito ser observado a fundo porque somos parte integrante deste conjunto chamado natureza e nos nutrimos dela em muitos níveis, não só no nível alimentar, mas na nossa interação com o solo (grounding) onde literalmente trocamos partículas subatômicas e nos aterramos, tornando nosso organismo eletricamente estável, quando vemos paisagens com muito verde captamos sua energia de vida e estabilidade, dentre tantas outras interações.

“Penso, logo existo”, mas o que devo fazer para existir com mais qualidade?

Vale lembrar que por sermos uma espécie bem definida pelo “Penso, logo existo” a célebre frase de René Descartes no discurso sobre o método, temos logo uma reação de superioridade e distanciamento, pois nos colocamos em uma situação acima do mundo natural.

Vamos pensar nesta idéia de existência, colocamos que muitas vezes nos sentimos dissociados da natureza, aquela que nos da base para um veículo material, biológico e vivo: o nosso corpo, que nos sustenta com base nos alimentos, através dos minerais, pois se não fosse por eles não estaríamos aqui, porque são deles que as plantas e animais se nutrem e nos nutrimos deles, usamos-los para nossa manutenção diária e constante para a renovação celular.

Vamos fazer uma rememoração?

Por isso nos artigos da Casa Saudável [parte 2], iniciei com Biofilia, pela necessidade que temos de nos reencontrar com nossas raizes naturais, sobretudo pela delicadeza do equilíbrio físico do nosso corpo.

Veja que a abordagem foi em primeiro lugar, do nosso pertencimento ao meio natural, depois do reconhecimento de como espécie biológica temos que cuidar do nosso meio, pois há substâncias nocivas ao nosso funcionamento, em Casa Saudável [parte 2]. E em modos de habitar não coerentes com a idéia de níveis ótimos de saúde e bem-estar. Indo além, falei de como situarmos os móveis em locais mais seguros e propícios, Casa Saudável [parte 3] Geopatia e eletromagnetismo.

A importância de conhecer algo que veio de milênios atrás e continua vigente, como é o caso do Feng-Shui e Geometria Sagrada, em Casa Saudável, [parte 4] e Casa Saudável [parte 5] para que possamos ver além da aparência e poder realmente dar conteúdo as ações de mudança no ambiente para de fato elevar seus níveis de conforto, adaptabilidade e melhorar os resultados deles em nós mesmos, pois este é o objetivo.

A importância de reconhecermos o poder da cor sobre nós e como a percebemos, está detalhado no Casa Saudável [parte 6], pois podemos tirar proveito da comunicação direta que ela estabelece com as nossas emoções.

E no Casa Saudável [parte 7] Iluminação, falei sobre o risco que é não saber lidar com a temperatura de cor da luz para nossa saúde e bem-estar.

Finalmente no Casa Saudável [parte 8], falei sobre o som e de como ele interfere no nosso dia e de como tirar partido positivo desta interferência.

Há neste roteiro de Casa Saudável em 8 partes, como acessar níveis melhores de saúde , conforto e sobretudo poder obter o que há de melhor com os seus ambientes.


As 8 partes da série Casa Saudável  dão uma boa idéia de como viver com qualidade, porém há muito mais

Este conhecimento é fruto de muita pesquisa e estudo, interação com projetos na prática e que você está recebendo de forma prática e fácil, por isto fico feliz!

Neste momento reflito sobre a importância de um bom projeto e de como ele pode ser um ótimo aliado para melhores condições de habitar, além destas 8 partes que foram abordadas temos um universo de conceitos, informações e relacionamento de idéias que são abordadas no projeto.

Ao reformar ou construir, você deve fazer a opção também, buscando um trabalho de excelência em projeto e materialização ou construção e ainda indo muito além, pois é necessário levarmos em conta o seu universo e toda a vinculação entre você e seu ambiente, respeitando e valorizando esta interação.

Em outra ocasião vou explorar este tema muito mais profundamente pois ele merece dada a sua riqueza e profundidade e também pelos benefícios que proporciona.

Espero compartilhar e despertar o olhar amoroso para o ambiente que habitamos, em você pois ele faz partes de nossa jornada e deve ser parceiro para nos ajudar a evoluir e sermos mais felizes e saudáveis.

Quero agradecer sua presença por aqui e deixar o espaço para suas perguntas e comentários.

Estou muito grata por poder passar estes conhecimentos e difundir idéias boas e que possam contribuir para uma rotina melhor para todos e tornar sua casa ou ambiente de trabalho em um ambiente mais saudável!

Beijos

Maite Orsi

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Casa saudável [parte 8] Você sabia que o som traz mais saúde e harmonia para sua vida?

Para falar sobre o som na casa saudável, primeiro precisarei falar sobre silêncio, a ausência de ruído ou som, para na pratica ver como tudo isto funciona.

O silêncio é situação rara para quem vive na cidade, visto que estamos cercados pelas mais variadas fontes de ruído, dentro de casa, na vizinhança, no ar!

A definição de som é dada como uma propagação de uma compressão mecânica ou onda longitudinal se propagando tridimensionalmente pelo espaço, pode estar no ar, água ou outro meio. Quando passa pelo ar faz com que as partículas vibrem e nosso sistema auditivo as capta e decodifica, assim como com a luz, que enxergamos uma estreita faixa do espectro visível, com o som também temos uma faixa de audibilidade estreita, ou seja, não ouvimos nem infrassom e tampouco ultrassom. (faixa de audibilidade de 20 Hz a 20.000 Hz, onde a unidade Hz é o Hertz).

O silêncio ou ausência de ruídos cria um estado de calma ao nosso redor e é muito favorável para fazermos meditação, estudos ou tarefas que requeiram concentração. Mas o silêncio não é absoluto, pois a ausência total de ruídos também incomoda.

Porém nem sempre essa neutralidade de sons no ambiente que dizer silêncio de fato porque o silêncio não é absoluto, pois a ausência total de ruídos também incomoda. Há tipos de ruídos repetitivos de baixa intensidade que chamamos de ruídos brancos e que pela sua dinâmica são rapidamente ignorados pelo nosso cérebro e podem ser ótimos para tarefas especificas ou relaxamento e sono.

Lugares de silêncio total são os ambientes com ótimo isolamento acústico geralmente salas usadas como estúdio de som e tem função especifica. Elas não são nosso ambiente modelo, pois como sabemos algumas categorias de ruídos são benéficos.

Vamos falar mais sobre o som/ruídos , suas cores e o silêncio mais adiante.

A nossa missão aqui é definir como podemos usar o som em nossa casa saudável e fazer uma ótima conexão com o bem-estar e harmonia.

Som, ruído ou música?

Fisicamente não há uma diferença entre eles, mas são diferentes na reação que causam. Som normalmente esta ligado a uma percepção neutra ou positiva, ruído a uma percepção negativa e musica pode ser positiva quando nos agrada ou negativa quando desagrada.

Assim como a percepção e sensação da cor é muito pessoal, a do som também, pois irá depender de que tipo de memórias ele evocará em cada um para ser tido como positivo ou negativo.

A natureza nos oferece uma gama variada de sons!

Mesmo morando na cidade temos uma variedade de sons da natureza ao nosso redor, como pássaros, o som das folhas das árvores ao vento, a chuva, o fogo na lareira, enfim são muitos sons extremamente conhecidos e reconhecidos pela nossa história de convivência no meio natural.

Quando os sons urbanos são muito frequentes e intensos, vão nos causar nervosismo, inquietação, mexer nos nossos ciclos do sono e por consequência fazer mal a nossa saúde.

Nestes casos é preciso fazer uma avaliação acústica e provavelmente fazer a troca das esquadrias comuns para esquadrias de alto desempenho para poder deixar os ruídos do lado de fora.

Um dos pontos mais sensíveis nesta avaliação de ruídos são as esquadrias, mas também pode estar em falha de isolamento estrutural, como lajes e paredes de fachada, por isto a avaliação deve ser minuciosa e detalhada.

Ruídos – Branco, rosa e marrom. Isso é musica para os seus ouvidos?

Com muitos estudos científicos e elaboradas pesquisas, chegou-se a conclusão que ruídos de baixa intensidade e repetitivos podem auxiliar quem tem o sono leve, na concentração e estudos.

O que significa isso é que estamos em um mundo barulhento e que estes sons não só funcionam como um abafador, ou comparativamente: se você esta num lugar silencioso e ouve um barulhinho, ele ganha destaque, porém se você está em um lugar barulhento, e ouve-se um barulho, talvez ele possa nem ser percebido. Aí que entra o efeito dos ruídos constantes que podem oferecer um efeito isolador por conta de uma propriedade que temos em nossos cérebros, chamada segregação auditiva. O cérebro tende a desprezar este ruído continuo, deixando-o fora da percepção e deixando campo para que possa haver concentração ou mesmo o relaxamento.

Estes ruídos denominados: branco, rosa ou marrom tem diferenças de intensidade, mas funcionam bem parecido. 

O volume do som é medido por uma unidade chamada Decibel, ou Db, onde 0 Db é o silencio, 60 Db uma conversa agradável e 120 Db aquela musica alta que incomoda.

Sabe aquele barulhinho do ar condicionado, do ventilador ou outra máquina que tem ruído baixo e constante. Esta é uma boa definição para estes sons coloridos.

Os ruídos da natureza também, tais como canto de pássaros ao longe, barulho de água, farfalhar de folhas, fazem muito bem este papel.

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[Parte 2] Casa Saudável – o que é e porque a Biofilia e COV’s são importantes

Harmonizado com piso, parede e cores, este vaso trouxe vida ao ambiente.

Entenda o que é biofilia e COV’s e de como você pode melhorar sua rotina e sua saúde através do ambiente que habita.

Depois de uma visão geral na parte 1 do artigo publicado anteriormente na série Casa Saudável, fizemos uma lista com sete itens para viver com mais qualidade. Eles podem deixar nossa casa mais saudável e por tabela, nossa saúde melhora exponencialmente.

Agora, vamos falar um pouco mais sobre Biofilia e COV’s. Entenda os impactos de cada um e como podemos melhorar nossa relação com o ambiente em que habitamos e incrementar o que é positivo ou minimizar o que é negativo.

Afinal, o que é Biofilia

De um modo livre, podemos definir Biofilia como expressão de amor à vida, à natureza como um todo, incluindo a nossa natureza ou nosso corpo.

Falar sobre amor à natureza é uma tarefa fácil se olharmos intimamente as experiências que tivemos quando criança. Ao deitarmos na grama do quintal para olhar as estrelas e sentir a imensidão nos abraçando, a sensação prazerosa ao pisar com os pés descalços no solo ou na grama, desfrutar do sabor da fruta madura recém-colhida ou mesmo contemplar a flor que nos detém pela sua beleza ao longo do caminho. Tudo isso são ações de Biofilia.

Já no livro Biofilia, Edward O. Wilson, respeitado biólogo americano, enfatiza o vínculo que temos com esse planeta e todas as formas de vida presentes. Ele diz que este vínculo está gravado no nosso DNA e se manifesta na troca de energia que nos equilibra, que nos recarrega de energia. Portanto, o sistema da vida tem um mecanismo maravilhosamente calibrado para funcionar, reparar, equilibrar e harmonizar, desde que saibamos como fazer.

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